
Autores:
Daniel Lopes da Silva
Fabio Soares de Souza
Stefany Freire da Silva
Estefani Vitória Chaves Albino
Mel Thamy da Cunha Simas
Orientadora Profa. Patrícia Mendes
Resumo
Este trabalho apresenta uma revisão de literatura sobre medidas preventivas da displasia coxofemoral em cães de grande porte, com ênfase no período de crescimento e maturação musculoesquelética. A displasia coxofemoral é uma afecção ortopédica frequente, associada a instabilidade articular, dor, limitação funcional e progressão para doença articular degenerativa, com impacto direto no bem-estar e na qualidade de vida. O objetivo foi sintetizar e discutir estratégias preventivas aplicáveis à rotina de tutores, criadores e profissionais, considerando evidência disponível, viabilidade e limitações. A metodologia consistiu em busca e seleção de publicações científicas em bases de dados e periódicos da área, com recorte temporal recente, leitura integral dos estudos elegíveis e organização temática do conteúdo; incluíram-se artigos originais, revisões e relatos clínicos pertinentes, e excluíram-se duplicatas, textos sem acesso completo e materiais fora do escopo preventivo. Os resultados indicam que a prevenção é mais efetiva quando compreendida como abordagem integrada, combinando seleção reprodutiva responsável e triagem ortopédica, manejo nutricional com controle de escore corporal e crescimento, orientação de exercício adequado por faixa etária e mitigação de atividades de impacto, adaptações ambientais para reduzir escorregões, saltos e sobrecarga repetitiva, além de rastreamento e prevenção secundária por meio de acompanhamento clínico e exames de imagem quando indicados. Identificou-se que medidas de alta aplicabilidade, como controle de peso, ajustes de rotina e educação do tutor, tendem a oferecer benefícios consistentes, enquanto intervenções mais complexas podem ser limitadas por custo, acesso e adesão. Observou-se que a comunicação de risco deve ser realista, evitando promessas de eliminação completa da predisposição, e priorizando metas funcionais, conforto e monitoramento longitudinal. Conclui-se que o planejamento preventivo deve ser individualizado conforme fase de vida e perfil de risco, privilegiando medidas de baixo risco e sustentação prática, com monitoramento contínuo para detectar sinais iniciais e reduzir significativamente a progressão, dor e perdas funcionais.
Palavras-chave: displasia coxofemoral; cães de grande porte; prevenção; manejo nutricional; rastreamento; bem-estar.
1 Introdução
A displasia coxofemoral em cães de grande porte permanece como uma das afecções ortopédicas mais relevantes na clínica de pequenos animais, pois combina alta frequência em raças predispostas com potencial de evolução para dor crônica e redução importante de mobilidade. Quando o quadro progride para doença articular degenerativa, o impacto ultrapassa a dificuldade de marcha e alcança dimensões de bem-estar, como perda de autonomia para atividades básicas, limitação do exercício e piora do conforto no cotidiano (LAMOUNIER; SOARES; LAGE; MELO, 2023).
Embora a apresentação clínica varie, chama atenção o fato de sinais poderem emergir ainda no início da vida, justamente quando o organismo está em fase de formação e ajuste de estruturas músculo-esqueléticas. Nesse contexto, relatos e discussões recentes reforçam que intervenções conservadoras e recursos fisiátricos podem contribuir para manter funcionalidade e reduzir desconforto, sobretudo quando implementados de forma precoce e acompanhados de orientações consistentes ao tutor (AMARO; REUSING, 2022; MARTINS, 2022).
Este trabalho delimita o tema na prevenção da displasia coxofemoral em raças grandes, com ênfase no período de crescimento e na maturação musculoesquelética. A escolha desse recorte se sustenta na ideia de que, durante o crescimento, pequenas decisões de manejo, rotina e controle corporal podem repercutir de modo acumulativo sobre estabilidade articular e sobre a expressão clínica do problema, especialmente em animais de maior massa e demanda biomecânica (MAGALHÃES; SOUZA; RIBEIRO, 2024).
A delimitação também prioriza fatores potencialmente modificáveis, sem desconsiderar que há componentes não controláveis no risco do distúrbio. A literatura indica, por exemplo, que o excesso de peso pode agravar sintomatologia e favorecer maior limitação funcional, o que reforça a importância do controle de condição corporal e de estratégias que reduzam sobrecarga mecânica no quadril, particularmente na fase juvenil (FIRMINO et al., 2020).
Diante dessas evidências, formula-se o problema de pesquisa: quais medidas preventivas possuem maior suporte na literatura recente e melhor aplicabilidade clínica em cães de grande porte? A questão emerge porque recomendações preventivas circulam amplamente na prática, porém o respaldo científico, a consistência metodológica e a viabilidade de implementação variam, exigindo síntese crítica para orientar condutas mais seguras e realistas (CARVALHO et al., 2025).
Nesse cenário, a discussão sobre prevenção não se limita a uma única estratégia, já que o cuidado costuma envolver decisões combinadas ao longo do tempo. A literatura recente sugere que o planejamento deve integrar monitoramento, intervenções conservadoras quando indicadas e critérios de escolha clínica baseados em evidências, para evitar tanto omissões quanto excessos terapêuticos sem benefício comprovado (CARVALHO et al., 2025).
Ao mesmo tempo, aparecem na produção científica relatos e revisões sobre recursos complementares, incluindo terapias integrativas e abordagens adjuvantes, que têm sido consideradas para manejo de dor e melhora de conforto em casos selecionados. Ainda assim, sua inserção em rotinas preventivas demanda cautela, pois a aplicabilidade depende de indicação, disponibilidade, custo e da compreensão do tutor sobre objetivos e limites de cada recurso (CARVALHO; SILVA, 2021; BIDU; GONÇALVES, 2023).
O objetivo geral deste estudo é analisar, com base na literatura publicada entre 2020 e 2025, as principais medidas preventivas relacionadas à displasia coxofemoral em cães de grande porte, enfatizando sua fundamentação, suas limitações e sua aplicabilidade clínica no período de crescimento e maturação musculoesquelética. A formulação desse objetivo se alinha à necessidade de orientar a prática por sínteses recentes, especialmente quando se busca conciliar eficácia e viabilidade em situações reais de atendimento (CARVALHO et al., 2025).
Como objetivos específicos, pretende-se contextualizar a relevância clínica da displasia e seus impactos no bem-estar, considerando a evolução para alterações degenerativas que limitam a funcionalidade. Busca-se também identificar fatores associados que possam ser manejados na fase juvenil, com destaque para condição corporal, sobrecarga mecânica e implicações clínicas da obesidade na sintomatologia (LAMOUNIER; SOARES; LAGE; MELO, 2023; FIRMINO et al., 2020).
Além disso, propõe-se sistematizar as medidas preventivas descritas na literatura recente, distinguindo estratégias de rastreamento, medidas de manejo cotidiano e intervenções conservadoras, quando o quadro já se manifesta de forma inicial. A intenção é comparar criticamente o nível de evidência e a praticabilidade de cada abordagem, reconhecendo convergências e lacunas que ainda dificultam recomendações mais padronizadas (CARVALHO et al., 2025).
Pretende-se discutir implicações profissionais para a orientação de tutores e para o planejamento de condutas que preservem função e conforto do animal ao longo do tempo. A justificativa acadêmica decorre da necessidade de organizar evidências recentes e fortalecer a prática baseada em evidências, enquanto a justificativa profissional se vincula ao alto número de atendimentos relacionados a alterações coxofemorais e à demanda por recomendações preventivas claras, executáveis e sustentadas por literatura atual (ROCHA et al., 2021; MAGALHÃES; SOUZA; RIBEIRO, 2024).
2 Metodologia da revisão de literatura
A presente pesquisa caracteriza-se como uma revisão de literatura, com enfoque direcionado à identificação, sistematização e análise crítica das medidas preventivas relacionadas à displasia coxofemoral em cães de grande porte, priorizando evidências publicadas entre 2020 e 2025 e organizando o debate a partir de eixos temáticos que contemplem manejo, rastreamento e estratégias de intervenção preventiva descritas na produção científica recente.
A estratégia de busca foi estruturada para contemplar bases eletrônicas pertinentes à área da saúde e das ciências veterinárias, com consultas realizadas em plataformas e repositórios de periódicos, utilizando combinações de descritores em português e inglês, articulados por operadores booleanos, visando ampliar sensibilidade e especificidade na recuperação de estudos.
Foram empregados termos como “displasia coxofemoral”, “displasia do quadril”, “hip dysplasia”, “canine hip dysplasia”, “prevenção”, “preventive”, “manejo”, “growth”, “nutrição”, “exercício”, “obesidade” e “cães de grande porte”, combinados em diferentes arranjos com AND e OR, com uso de aspas quando necessário para expressões exatas, buscando localizar publicações que tratassem do tema sob perspectivas clínicas e de orientação preventiva.
Como critérios de inclusão, consideraram-se publicações no recorte temporal definido, com disponibilidade integral do texto, em português ou inglês, abrangendo artigos originais, revisões, estudos observacionais e relatos de caso que apresentassem discussão aplicável à prevenção, ao manejo do risco ou ao acompanhamento precoce da displasia coxofemoral, desde que a população de interesse envolvesse cães de grande porte, raças predispostas ou amostras em que fosse possível inferir implicações para esse grupo.
Foram excluídos materiais fora do período estabelecido, textos sem acesso ao conteúdo completo, publicações repetidas, resumos sem detalhamento metodológico e documentos cuja temática central não se relacionasse à prevenção ou ao manejo preventivo da displasia coxofemoral, bem como estudos estritamente voltados a outras espécies sem possibilidade de transposição analítica para cães.
As etapas de seleção do material seguiram um fluxo organizado, iniciando-se pela triagem de títulos e resumos para verificação de aderência ao tema e aos critérios definidos, prosseguindo com leitura integral dos textos elegíveis e registro sistemático de informações em instrumento de extração, contemplando autoria, ano, delineamento, população, principais achados, recomendações e limitações apontadas pelos estudos.
Após a extração, o conteúdo foi organizado por categorias temáticas alinhadas ao objetivo do trabalho, permitindo comparação entre abordagens, identificação de convergências e divergências e construção de uma síntese interpretativa orientada à aplicabilidade clínica, de modo a sustentar a discussão com base em evidências recentes e descritas metodologicamente.
3 Fundamentação teórica
3.1 Conceito e fisiopatologia da displasia coxofemoral
Lamounier, Soares, Lage e Melo (2023) descrevem a displasia coxofemoral como uma condição ortopédica marcada, em termos gerais, por incongruência e instabilidade articular, cuja evolução pode culminar em degeneração progressiva do quadril. Essa definição é relevante porque desloca o foco de um evento isolado para um processo, frequentemente contínuo, com etapas clínicas e estruturais.
A articulação coxofemoral canina é uma articulação sinovial do tipo esferoide, estruturada para combinar amplitude de movimento com estabilidade, articulando a cabeça do fêmur ao acetábulo e distribuindo cargas durante apoio e propulsão. Mothé e Felipe (2024) destacam que a compreensão anatômica do membro pélvico e de suas variações estruturais é indispensável para interpretar alterações funcionais e orientar decisões clínicas.
Do ponto de vista biomecânico, a congruência articular e a integridade dos tecidos periarticulares condicionam a eficiência da transmissão de forças, especialmente em cães de grande porte, nos quais a massa corporal impõe maiores demandas ao quadril. Essa relação entre forma e função tende a se tornar mais evidente quando há instabilidade ou incongruência, com repercussões no padrão de marcha e no conforto do animal (MAGALHÃES; SOUZA; RIBEIRO, 2024).
A estabilidade do quadril não depende apenas da geometria óssea, mas também do conjunto cápsula articular, ligamentos e musculatura, que atuam como elementos de contenção e controle fino do movimento. Lamounier, Soares, Lage e Melo (2023) relacionam a perda de estabilidade e o remodelamento secundário à evolução de quadros degenerativos, o que reforça a necessidade de considerar a biomecânica como eixo explicativo das alterações clínicas.
A fisiopatologia pode ser compreendida como um encadeamento em que a instabilidade favorece distribuição anormal de cargas, aumentando atrito e microlesões, o que tende a ativar mecanismos inflamatórios e remodelamento.
Em cães de grande porte, essa dinâmica é particularmente sensível, já que a maior massa corporal pode intensificar o ciclo entre dor, compensação e piora do desempenho articular (MAGALHÃES; SOUZA; RIBEIRO, 2024).
A resposta do organismo às alterações mecânicas inclui mudanças em tecidos moles e cartilagem, com progressão variável conforme idade, padrão de atividade e manejo. Quando o quadro avança, a doença articular degenerativa se torna um desfecho frequente, com manifestações clínicas que envolvem rigidez, intolerância ao exercício e redução de qualidade de vida, conforme discutido na revisão sobre osteoartrose do quadril (LAMOUNIER; SOARES; LAGE; MELO, 2023).
O excesso de peso é frequentemente apontado como fator capaz de agravar sinais, por aumentar a carga articular e influenciar a expressão clínica da dor e da limitação funcional. A comparação entre cães obesos e não obesos sugere que a sintomatologia pode se intensificar quando há maior sobrecarga mecânica, reforçando a importância do controle corporal como componente do entendimento fisiopatológico (FIRMINO et al., 2020).
A dimensão dolorosa, por sua vez, não é apenas consequência, mas também agente de perpetuação, pois a dor altera o padrão de movimento, promove compensações e pode ampliar estresse sobre estruturas adjacentes. A discussão sobre técnicas voltadas ao controle de dor em cães displásicos, incluindo procedimentos e combinações terapêuticas, evidencia que a fisiopatologia envolve tanto o dano estrutural quanto a modulação da dor e da funcionalidade (ROCHA et al., 2021).
Nesse cenário, as abordagens conservadoras e fisiátricas são frequentemente apresentadas como estratégias para reduzir desconforto e
manter função, especialmente quando aplicadas precocemente e com acompanhamento. A experiência clínica relatada com tratamento fisiátrico em filhote reforça a ideia de que modular sintomas e preservar movimento pode interferir no curso funcional do problema, ainda que não elimine a predisposição estrutural (AMARO; REUSING, 2022).
Ao final, compreender a displasia coxofemoral como processo multifatorial e evolutivo orienta uma leitura mais adequada das medidas preventivas, já que o objetivo não se restringe a evitar um diagnóstico, mas a reduzir instabilidade, minimizar sobrecarga e retardar a progressão degenerativa. Essa perspectiva é convergente com propostas de prática baseada em evidências que integram avaliação, prevenção e manejo em diferentes fases do risco e do adoecimento (CARVALHO et al., 2025).
3.2 Epidemiologia e fatores de risco da displasia coxofemoral em cães de grande porte: Predisposição racial, determinantes genéticos e (modificáveis e não modificáveis) influências ambientais
A epidemiologia da displasia coxofemoral em cães de grande porte é frequentemente discutida a partir da combinação entre predisposição racial, demanda biomecânica e condições de manejo, compondo um panorama em que o risco não é uniforme entre populações. Magalhães, Souza e Ribeiro (2024) abordam a relevância do tema na clínica de cães, o que sustenta sua recorrência como problema de saúde ortopédica e de bem-estar.
Em estudos retrospectivos voltados a afecções ortopédicas de membros pélvicos, observa-se que alterações nessa região aparecem de modo consistente no conjunto de atendimentos, sugerindo a importância de vigilância clínica e de estratégias de orientação preventiva em grupos de maior vulnerabilidade. Campos et al. (2023) contribuem para esse entendimento ao analisar padrões de afecções ortopédicas primárias em membros pélvicos em um recorte multicêntrico.
A associação com porte corporal é frequentemente interpretada pela maior carga imposta ao quadril, o que pode aumentar a probabilidade de manifestação clínica quando há instabilidade articular. Nesse sentido, a leitura epidemiológica não se limita a “quem adoece”, mas também a “como” o ambiente e a rotina modulam a expressão do quadro, sobretudo em animais em crescimento (MAGALHÃES; SOUZA; RIBEIRO, 2024).
Entre os fatores associados, a condição corporal se destaca porque, além de refletir manejo nutricional, influencia diretamente a carga articular e a tolerância ao esforço. Firmino et al. (2020) discutem diferenças de sintomatologia conforme a presença de obesidade, aspecto que, na epidemiologia aplicada, funciona como indicador de risco modificável a ser monitorado em populações predispostas.
A presença de alterações degenerativas do quadril e de quadros de osteoartrose também integra a perspectiva epidemiológica, pois indica desfechos frequentes da evolução clínica, com repercussão na qualidade de vida. A revisão sobre osteoartrose de quadril em cães e gatos reforça que a degeneração articular é um componente central a ser considerado ao discutir distribuição de casos, gravidade e consequências para o animal (LAMOUNIER; SOARES; LAGE; MELO, 2023).
Além disso, o panorama epidemiológico se relaciona ao tipo de atendimento demandado, incluindo desde manejo conservador até intervenções específicas, o que evidencia heterogeneidade de apresentação e de necessidade terapêutica. Procedimentos voltados ao controle de dor e à funcionalidade em cães com displasia, como os discutidos por Rocha et al.
(2021), ilustram que parte da carga assistencial decorre de casos já sintomáticos, reforçando o valor de ações preventivas e de rastreamento.
Os fatores de risco da displasia coxofemoral podem ser organizados, de modo didático, em componentes não modificáveis e modificáveis, o que favorece a construção de estratégias preventivas realistas. Carvalho et al. (2025) defendem, em perspectiva de medicina veterinária baseada em evidências, que a tomada de decisão se fortalece quando o risco é analisado por múltiplas dimensões, em vez de se atribuir o problema a um único determinante.
Entre os não modificáveis, destacam-se elementos ligados à predisposição biológica e a características estruturais do quadril que
condicionam estabilidade e congruência, em maior ou menor grau. Mothé e Felipe (2024) ressaltam que o conhecimento anatômico e das variações do sistema locomotor é essencial para reconhecer limitações inerentes e diferenciar alterações esperadas de sinais que exigem intervenção preventiva ou acompanhamento mais estreito.
Já os fatores modificáveis incluem aspectos do manejo cotidiano, como condição corporal, rotina de atividade e ambiente, cuja interação com a predisposição pode intensificar ou atenuar a expressão clínica. A relação entre obesidade e pior sintomatologia discutida por Firmino et al. (2020) exemplifica como o controle de peso, embora não elimine risco de base, pode reduzir sobrecarga e contribuir para maior conforto articular.
O período de crescimento merece atenção especial, pois decisões de manejo nessa fase podem repercutir de forma acumulativa, sobretudo em cães de grande porte, nos quais o aumento rápido de massa eleva exigências biomecânicas do quadril. Magalhães, Souza e Ribeiro (2024) reforçam a relevância do tema em cães, o que sustenta a necessidade de orientar tutores para práticas que preservem funcionalidade e reduzam fatores agravantes.
No âmbito ambiental, fatores como pisos escorregadios, repetição de saltos e padrões de esforço incompatíveis com a fase de desenvolvimento podem atuar como amplificadores de estresse mecânico, ainda que a literatura discuta essas relações com diferentes níveis de evidência. A lógica preventiva, nesse caso, consiste em reduzir exposições que aumentem risco de microtraumas e compensações, alinhando rotina e segurança do espaço ao perfil do animal (CARVALHO et al., 2025).
Quando o quadro se manifesta, a prevenção secundária passa a integrar o manejo do risco, priorizando diagnóstico precoce, controle de dor e preservação de função, para reduzir progressão e perdas locomotoras. Relatos de tratamento fisiátrico em filhotes e experiências de reabilitação funcional após procedimentos ortopédicos mostram que intervenções conservadoras podem ter papel relevante na manutenção de qualidade de vida, especialmente quando iniciadas cedo e com acompanhamento (AMARO; REUSING, 2022; MARTINS, 2022).
3.3 Prevenção genética e reprodutiva: triagem ortopédica, seleção de reprodutores e limites éticos e práticos
A prevenção genética e reprodutiva parte do reconhecimento de que a displasia coxofemoral apresenta componente hereditário relevante, o que torna a seleção de reprodutores um ponto sensível na tentativa de reduzir incidência em populações predispostas. Magalhães, Souza e Ribeiro (2024) ressaltam que, na prática clínica, a recorrência do problema em cães, especialmente de grande porte, reforça a necessidade de ações que antecedam o aparecimento dos sinais, incluindo escolhas reprodutivas mais criteriosas.
Nesse contexto, a triagem ortopédica dos reprodutores constitui estratégia central, pois busca identificar indivíduos com alterações compatíveis com instabilidade articular antes que sejam utilizados em acasalamentos. Embora a literatura clínica nem sempre apresente uniformidade quanto a protocolos, a lógica preventiva se ancora na avaliação da conformação e na detecção de sinais radiográficos, na medida em que tais elementos podem orientar decisões reprodutivas mais responsáveis (LAMOUNIER; SOARES; LAGE; MELO, 2023).
A seleção reprodutiva, porém, não se resume a excluir casos graves, pois a displasia se manifesta em um espectro de gravidade, com variações clínicas e radiográficas. Em abordagens baseadas em evidências, a interpretação do risco tende a demandar prudência, evitando simplificações que ignorem a multifatorialidade do problema e a influência do manejo sobre a expressão clínica (CARVALHO et al., 2025).
Além disso, a aplicação prática da triagem enfrenta limitações que incluem acesso a exames, custo, disponibilidade de serviços especializados e, por vezes, baixa adesão de criadores a critérios técnicos. Campos et al. (2023), ao discutirem afecções ortopédicas primárias em membros pélvicos, reforçam indiretamente a importância de reconhecer o peso que a demanda ortopédica tem nos atendimentos, o que amplia o argumento para investir em prevenção antes que a doença se estabeleça.
Do ponto de vista ético, a prevenção reprodutiva também envolve debates sobre responsabilidade com o bem-estar animal, transparência na comercialização e compromisso com padrões de saúde que ultrapassem objetivos estéticos. Essa dimensão ética se torna ainda mais relevante quando se considera que a evolução para doença degenerativa implica sofrimento e perda funcional, exigindo que decisões reprodutivas considerem o risco de produzir ninhadas com maior probabilidade de adoecimento (LAMOUNIER; SOARES; LAGE; MELO, 2023).
Ainda assim, é fundamental reconhecer que mesmo medidas reprodutivas rigorosas não eliminam completamente o problema, pois fatores ambientais e de manejo influenciam a expressão clínica. Firmino et al. (2020) mostram que variáveis como obesidade se associam a pior sintomatologia, evidenciando que o risco depende de interação entre predisposição e contexto.
Por essa razão, a prevenção genética deve ser compreendida como parte de um conjunto de medidas, combinando triagem, seleção responsável e orientação aos tutores sobre manejo adequado. Na perspectiva de sínteses recentes, a decisão clínica e preventiva ganha consistência quando integra avaliação de risco com estratégias factíveis e sustentadas por evidências, evitando promessas de controle absoluto do fenômeno (CARVALHO et al., 2025).
3.4 Manejo nutricional e crescimento: escore corporal, controle energético e equilíbrio mineral
Firmino et al. (2020) destacam que a comparação entre cães obesos e não obesos aponta diferenças de sintomatologia em quadros relacionados ao quadril, sugerindo que o excesso de peso atua como agravante funcional e doloroso. Essa evidência sustenta o manejo nutricional como eixo preventivo relevante, especialmente em cães de grande porte, nos quais o aumento de massa corporal implica maior carga mecânica sobre a articulação coxofemoral.
Na fase de crescimento, o controle energético assume papel estratégico, pois ganhos rápidos de peso podem aumentar demanda sobre estruturas ainda em maturação. Magalhães, Souza e Ribeiro (2024) reforçam que a displasia coxofemoral em cães constitui problema clínico recorrente, e, nesse cenário, orientar tutores para evitar sobrealimentação e manter condição corporal adequada torna-se medida preventiva de alto impacto prático.
O escore de condição corporal se apresenta como ferramenta simples e aplicável, permitindo monitoramento contínuo e ajustes graduais de dieta e rotina. Ao reduzir a sobrecarga e favorecer melhor distribuição de forças, o controle do escore contribui para minimizar desconforto e evitar que instabilidade articular se traduza em limitação funcional precoce (LAMOUNIER; SOARES; LAGE; MELO, 2023).
Além do controle calórico, o equilíbrio nutricional deve considerar demandas específicas do crescimento, evitando tanto excesso quanto deficiência de nutrientes que participam da formação óssea e da manutenção muscular. Embora o presente recorte seja preventivo, a literatura clínica sugere que condutas baseadas em evidências precisam integrar nutrição e biomecânica, pois o quadril responde à soma de carga corporal e suporte muscular (CARVALHO et al., 2025).
Na prática, o manejo nutricional também se conecta à prevenção secundária, pois animais com sinais iniciais podem se beneficiar de redução de peso para aliviar carga articular e facilitar reabilitação. Experiências com abordagem fisiátrica em filhotes reforçam que intervenções precoces, incluindo adequação de rotinas, podem favorecer funcionalidade e conforto, o que inclui decisões sobre dieta e composição corporal (AMARO; REUSING, 2022).
O desafio, entretanto, é operacionalizar essas recomendações no cotidiano, considerando hábitos familiares, oferta de petiscos e dificuldade de padronizar porções, especialmente em lares com múltiplos animais. Por isso, a aplicabilidade clínica do manejo nutricional depende de orientação objetiva e acompanhamento, com metas claras e reavaliações periódicas (CARVALHO et al., 2025).
3.5 Exercício e condicionamento: atividade adequada por faixa etária e riscos de impacto ou excesso
A prescrição de exercício como medida preventiva exige equilíbrio, pois a ausência de atividade pode comprometer fortalecimento muscular e controle motor, enquanto o excesso de impacto pode aumentar estresse articular em cães em crescimento. Mothé e Felipe (2024) reforçam que a compreensão do sistema locomotor e de sua organização anatômica é essencial para planejar atividades coerentes com as exigências biomecânicas impostas ao quadril.
Em cães de grande porte, esse planejamento torna-se ainda mais relevante, já que a massa corporal amplia o efeito das forças de reação do solo durante saltos, corridas intensas e mudanças bruscas de direção. Magalhães, Souza e Ribeiro (2024) indicam a relevância do tema na clínica, o que, por extensão, justifica orientar tutores para escolhas de atividade que preservem estabilidade articular durante a maturação musculoesquelética.
O condicionamento adequado pode favorecer suporte muscular ao redor da articulação, contribuindo para controle de movimento e redução de compensações. Nesse sentido, a literatura clínica sugere que manter funcionalidade e reduzir dor depende de múltiplos fatores, e o exercício, quando orientado, pode integrar um conjunto de condutas conservadoras voltadas ao conforto (CARVALHO et al., 2025).
A relação entre exercício e condição corporal também é relevante, pois a prática regular, associada a manejo dietético, auxilia na manutenção de peso adequado, aspecto associado a menor agravamento sintomático em comparações entre cães obesos e não obesos. Assim, a atividade física pode atuar tanto na aptidão muscular quanto no controle de sobrecarga articular via composição corporal (FIRMINO et al., 2020).
Contudo, é necessário considerar faixa etária e sinais clínicos, pois animais com instabilidade ou dor podem apresentar piora quando submetidos a estímulos inadequados. Relatos de reabilitação e recuperação funcional mostram que a progressão de exercícios deve ser gradual, monitorada e adaptada ao estado do animal, evitando que o exercício se torne fator de agravamento (MARTINS, 2022).
Além disso, atividades de alto impacto, superfícies escorregadias e brincadeiras repetitivas com saltos podem aumentar risco de microtraumas e sobrecarga, especialmente em filhotes de raças grandes. A lógica preventiva, portanto, exige orientar rotinas que privilegiem exercícios de baixo impacto e fortalecimento progressivo, com atenção à resposta clínica do cão (LAMOUNIER; SOARES; LAGE; MELO, 2023).
3.6 Rastreamento e prevenção secundária: diagnóstico precoce, exames de imagem e acompanhamento
O rastreamento em cães predispostos tem como objetivo identificar sinais iniciais de instabilidade ou alterações compatíveis com displasia antes da consolidação de quadros degenerativos, permitindo intervenção precoce.
Lamounier, Soares, Lage e Melo (2023) reforçam que a progressão para osteoartrose está associada a perda funcional e piora do bem-estar, o que torna o diagnóstico precoce um elemento-chave na prevenção secundária.
Os exames de imagem, em especial a radiografia, são tradicionalmente utilizados para avaliar congruência articular e sinais degenerativos, funcionando como base para decisões de acompanhamento e manejo. Em uma perspectiva de medicina baseada em evidências, o rastreamento deve ser articulado a critérios clínicos e a uma avaliação do risco, evitando tanto exames desnecessários quanto atrasos que favoreçam progressão silenciosa (CARVALHO et al., 2025).
Na prática clínica, o acompanhamento longitudinal de filhotes de raças grandes possibilita ajustar recomendações de ambiente, nutrição e atividade conforme a resposta do animal, reduzindo sobrecarga e orientando precocemente o tutor. O relato de tratamento fisiátrico em filhote demonstra que intervenções precoces podem contribuir para conforto e funcionalidade, o que reforça o papel do rastreamento como porta de entrada para medidas conservadoras (AMARO; REUSING, 2022).
O rastreamento também deve considerar sinais clínicos sutis, como relutância ao exercício, dificuldade em subir escadas e mudanças no padrão de marcha, que podem preceder alterações radiográficas marcantes. A integração entre observação clínica e exames permite maior sensibilidade para decisões preventivas, evitando que o primeiro contato ocorra apenas em fases avançadas (LAMOUNIER; SOARES; LAGE; MELO, 2023).
Quando há dor e limitação, estratégias de prevenção secundária incluem controle de peso, reabilitação e manejo de dor, com objetivo de retardar progressão e preservar função. Estudos e revisões recentes discutem a necessidade de condutas conservadoras e cirúrgicas baseadas em evidências, indicando que a prevenção secundária deve ser orientada por avaliação individual e por expectativas realistas de resultado (CARVALHO et al., 2025).
Em casos selecionados, procedimentos voltados ao controle de dor podem integrar o arsenal terapêutico, sobretudo quando há piora funcional e refratariedade a medidas básicas. A discussão sobre desnervação acetabular e combinações de técnicas evidencia que o manejo de dor é componente relevante do cuidado em cães com displasia, ainda que tais intervenções não substituam ações preventivas precoces (ROCHA et al., 2021).
Portanto, rastreamento e prevenção secundária constituem eixo fundamental para reduzir sofrimento e preservar mobilidade, especialmente em raças grandes e em animais em crescimento. Ao articular diagnóstico, acompanhamento e intervenções graduais, a prática clínica se aproxima de um modelo mais preventivo, sustentado por evidências e por monitoramento contínuo do risco (CARVALHO et al., 2025).
4 Discussão
A comparação crítica das medidas preventivas para displasia coxofemoral em cães de grande porte exige separar, com clareza, aquilo que é sustentado por evidência mais consistente daquilo que se apoia predominantemente em plausibilidade biomecânica, experiência clínica e extrapolação de achados indiretos, evitando que recomendações de rotina sejam tratadas como verdades universais. Carvalho et al. (2025) defendem que a prática baseada em evidências depende de hierarquizar dados, reconhecer limitações metodológicas e, quando necessário, admitir incerteza, especialmente em temas multifatoriais e com grande variabilidade individual.
No campo da viabilidade, medidas relacionadas ao controle de condição corporal e manejo do crescimento tendem a ser as mais aplicáveis, pois exigem instrumentos simples de acompanhamento e ajustes progressivos, além de dialogarem diretamente com a sobrecarga mecânica imposta ao quadril. Firmino et al. (2020) indicam associação entre obesidade e pior sintomatologia, o que confere razoabilidade clínica ao foco em manutenção de peso, ainda que tal achado não represente, por si só, prova de prevenção primária completa.
Já as medidas ligadas a exercício e condicionamento apresentam tensão inerente, pois tanto a inatividade quanto a exposição a impactos repetitivos podem ser desfavoráveis, sobretudo na fase de crescimento. Mothé e Felipe (2024) mostram que a compreensão anatômica do sistema locomotor e de suas variações é indispensável para interpretar risco biomecânico, de modo que recomendações generalistas, sem estratificação por idade, porte e resposta clínica, tendem a falhar em aplicabilidade e em segurança (MAGALHÃES; SOUZA; RIBEIRO, 2024).
A prevenção genética e reprodutiva, quando comparada às demais, costuma ser a que melhor dialoga com a lógica de reduzir risco populacional, mas enfrenta barreiras relevantes na implementação, pois depende de triagem ortopédica, padronização de critérios e adesão de criadores a práticas transparentes. Embora a literatura clínica reconheça a importância do problema em raças grandes, a operacionalização ainda esbarra em custos, disponibilidade de exames e conflitos entre objetivos comerciais e saúde animal, o que limita alcance e impacto real, sobretudo fora de circuitos de criação mais estruturados (MAGALHÃES; SOUZA; RIBEIRO, 2024).
Medidas de rastreamento e prevenção secundária apresentam evidência indireta forte, pois a progressão para doença articular degenerativa está associada a piora de qualidade de vida, logo identificar precocemente sinais e ajustar manejo tende a ser racional. Lamounier, Soares, Lage e Melo (2023) ressaltam a evolução degenerativa e suas repercussões, sustentando que acompanhamento precoce pode reduzir perdas funcionais, embora a literatura varie quanto ao momento ideal e ao melhor protocolo de monitoramento (CARVALHO et al., 2025).
Para explicitar essa comparação entre evidência, viabilidade e limitações, apresenta-se, a seguir, o Quadro 1, que organiza os principais eixos preventivos discutidos no trabalho.
Quadro 1: Síntese comparativa das medidas preventivas para displasia coxofemoral em cães de grande porte: evidência, viabilidade e limitações

No plano das limitações, parte da literatura disponível é composta por revisões e relatos de caso, que contribuem para compreensão clínica, mas não oferecem o mesmo poder de inferência causal de estudos longitudinais robustos.
Amaro e Reusing (2022) ilustram como intervenções fisiátricas podem melhorar funcionalidade em situações específicas, porém relatos, por natureza, não permitem generalização automática para prevenção populacional.
Esse ponto também se observa quando se discute reabilitação e recuperação funcional após intervenções ortopédicas, pois o ganho funcional pode ser relevante, mas não equivale a prova de prevenção primária do surgimento da displasia. Martins (2022) reforça a utilidade clínica da reabilitação para recuperar desempenho locomotor, o que se encaixa melhor no espectro de prevenção secundária e manejo de consequências do que na redução direta da incidência.
Quando terapias integrativas entram no debate, a limitação central costuma ser a heterogeneidade de protocolos e a dificuldade de padronizar desfechos, apesar do interesse clínico em estratégias para alívio de dor e conforto. Carvalho e Silva (2021) e Bidu e Gonçalves (2023) apontam possibilidades de abordagem adjuvante, mas a comparação crítica exige cautela para não deslocar o foco do eixo preventivo principal para intervenções de manejo sintomático.
A comparação crítica das medidas preventivas sugere que o melhor desempenho prático emerge quando se combinam ações de alta viabilidade com monitoramento consistente, sem prometer eliminação total do risco em raças predispostas. Essa leitura não encerra o tema, mas abre espaço para discutir como os estudos convergem ou divergem em recomendações e, sobretudo, como esses achados podem ser comunicados de forma aplicável ao tutor e ao criador (CARVALHO et al., 2025).
5 Considerações finais
As considerações finais deste trabalho retomam a ideia de que a displasia coxofemoral, em cães de grande porte, deve ser entendida como um problema de saúde que se constrói ao longo do tempo, influenciado pela interação entre predisposição individual, fase de crescimento e condições de manejo. A prevenção, portanto, não se resume a um único procedimento, mas envolve decisões contínuas que, quando bem orientadas, contribuem para reduzir sobrecarga articular e preservar qualidade de vida.
Ao longo da revisão, observou-se que medidas de maior aplicabilidade prática costumam ser aquelas que podem ser incorporadas à rotina do tutor com relativa facilidade, como monitoramento de condição corporal, ajuste de hábitos alimentares e organização do ambiente para diminuir impactos e escorregamentos. A efetividade dessas ações depende menos de intervenções complexas e mais de consistência, acompanhamento e adaptação ao perfil do animal, especialmente durante o período de maturação musculoesquelética.
Também se evidenciou que as recomendações preventivas precisam ser comunicadas de modo realista, evitando promessas de eliminação total do risco e priorizando estratégias que reduzam probabilidade de agravamento clínico.
Nesse sentido, a prevenção secundária, baseada em observação de sinais iniciais, acompanhamento periódico e intervenções conservadoras quando necessário, aparece como componente indispensável para proteger funcionalidade e conforto, sobretudo quando há sinais precoces.
Do ponto de vista da prática profissional, reforça-se a importância de orientar tutores e, quando pertinente, criadores, com base em critérios claros, reconhecendo limitações de acesso a exames, diferenças de rotina e barreiras de adesão. A tomada de decisão deve considerar viabilidade, custo e capacidade de implementação, mantendo o foco no bem-estar do animal e na construção de condutas sustentáveis ao longo do tempo.
Por fim, o conjunto das evidências revisadas indica que abordagens integradas, ajustadas à fase de vida e ao perfil de risco, oferecem maior
potencial de benefício do que medidas isoladas. Esse entendimento sustenta a necessidade de planejar prevenção como processo, com reavaliações e ajustes graduais, de modo que a rotina domiciliar, o acompanhamento clínico e as escolhas de manejo possam atuar de forma complementar na proteção da articulação coxofemoral.
Referências
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