Cristiano, Ronaldo e Messi dividem o mesmo time e não brigam por bola

Pacientes da clínica veterinária da Anhembi Morumbi, dois cães irmãos e um gato resgatados das ruas compartilham nomes com alguns dos maiores craques do futebol mundial

Imagem gerada por Copilot

Em ano de Copa do Mundo, os nomes do camisa 7 da seleção de Portugal, Cristiano Ronaldo, e do camisa 10 da Argentina, Lionel Messi (que acaba de atingir a marca de 16 gols em Copas), voltam a dominar as conversas entre torcedores. Mas, em São Paulo, outros três craques também chamam atenção: Cristiano, Ronaldo e Messi não disputam partidas internacionais, mas têm muito carisma e histórias dignas de destaque. Os três são pacientes da clínica veterinária da Universidade Anhembi Morumbi, integrante do maior e mais inovador ecossistema de qualidade do Brasil: o Ecossistema Ânima, e têm em comum, além dos nomes famosos, trajetórias marcadas por encontros inesperados, adoção e muito carinho.

O mais experiente do trio é Messi, um gato encontrado nas ruas do Morumbi em fevereiro de 2025. Na época, ele vivia nas proximidades de uma pizzaria. “Ele era todo inchado, aparentemente bem doente. Vivia pela rua e comia restos de pizza dados por funcionários”, lembra Raíssa Drumond, que o resgatou. Ao chegar no veterinário, a nova família descobriu que o gato já tinha 12 anos, era castrado e parecia ter morado em uma casa antes de chegar às ruas.

“O Messi tinha alguns problemas graves. Precisamos tirar todos os dentes, o que o deixou banguelinha, e ele teve que passar por um tratamento nos olhos, por conta dos cílios que cresciam voltados para dentro, provocando irritação constante”, lembra. O gato ainda convivia com o herpesvírus felino, doença que costuma causar secreções nos olhos e no nariz. “Nos disseram que seria incurável. Mas, desde que chegou a nossa família e começamos a cuidar dele, ele ficou tão bem que nunca mais sofreu com isso.”

Arquivo pessoal/Divulgação
Encontrado perto de uma pizzaria, Messi é o camisa 10 de casa e tem três irmãs gatas: Pikachu, Nini e Bambam

Seu nome também tem uma história curiosa. Antes mesmo de ser adotado, um funcionário da pizzaria onde costumava aparecer dizia que os olhos mais fechadinhos do gato lembravam os do jogador argentino Lionel Messi.

A semelhança pode ter começado pelos olhos, mas a trajetória de superação ajuda a justificar o nome. Depois de enfrentar diversos problemas de saúde e uma vida difícil nas ruas, o felino deu a volta por cima e hoje é o grande astro da casa. Sociável, embora um pouco rabugento, Messi conquistou seu espaço e leva uma vida tranquila ao lado dos tutores Raíssa e Gabriel Bemergui e das irmãs e gatas Pikachu, Nini e Bambam.

Amor à primeira vista

Já Cristiano e Ronaldo formam uma dupla inseparável desde os primeiros meses de vida. Se o craque português costuma brilhar individualmente, seus xarás caninos preferem atuar sempre em dupla. Os dois cães faziam parte de uma ninhada de nove filhotes abandonados no local onde a médica veterinária Dandara Chiara Flores Galderisi trabalhava. Aos poucos, todos os irmãos encontraram um lar, exceto os dois machinhos.

Arquivo pessoal/Divulgação
Os irmãos Cristiano e Ronaldo, ao contrário do jogador de Portugal, preferem atuar em dupla

Para facilitar a identificação dos filhotes durante os cuidados diários, a equipe passou a dar nomes aos animais. Foi então que um veterinário apaixonado por futebol e fã de Cristiano Ronaldo decidiu batizar um dos cães de Cristiano e o outro de Ronaldo. A homenagem ao craque português acabou ajudando a diferenciar os irmãos, que eram muito parecidos.

O destino da dupla mudou quando Dandara retornou de férias. Em seu primeiro dia de volta ao trabalho, descobriu que apenas os dois continuavam sem família. “Foi amor à primeira vista”, lembra. Pouco tempo depois, Cristiano e Ronaldo (o mais peludo da dupla) ganharam um novo lar.

Apesar dos nomes inspirados em um dos maiores jogadores da história do futebol, os cães, hoje com 3 anos, preferem manter distância da barulheira das arquibancadas. “Eles são muito assustados. Somos corintianos fanáticos e, em todos os jogos, colocamos fones de proteção neles”, conta a tutora.

Se os craques que inspiraram seus nomes ainda seguem acumulando recordes e disputando títulos ao redor do mundo, os Cristiano, Ronaldo e Messi de quatro patas já alcançaram sua maior vitória. Resgatados das ruas e cercados por uma torcida fiel, eles encontraram um lar, cuidados veterinários e uma rotina cheia de carinho. E, diferentemente das discussões que movimentam torcedores a cada Copa do Mundo, nesta equipe portugueses e argentinos jogam lado a lado, mas com uma única preferência em comum. “A torcida é para o Brasil”, garante Dandara.

Por assessoria de imprensa