CAMINHOS DA DERMATOLOGIA VETERINÁRIA NO BRASIL


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Profissionais renomados falam sobre desafios, avanços e perspectivas da área no Brasil

Foto: Anna-av/iStockphoto

A Dermatologia Veterinária corresponde a grande parte das queixas de tutores de animais, tendo o maior índice de atendimento em clínica. Somente por isso, percebe-se a importância da área para a Veterinária.
Desde 2013, a Sociedade Brasileira de Dermatologia Veterinária (ABDV/SBDV) é autorizada pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) a conceder o título de especialista aos dermatologistas veterinários. Uma conquista que ainda não é realidade em outras especialidades da Medicina Veterinária.
A seguir, conversamos com alguns profissionais renomados na área sobre os desafios, perspectivas e avanços na profissão. Confira!

RELEVÂNCIA DA ÁREA

Especializado em dermatologia veterinária, mestre em clínica médica de pequenos animais e formado há 16 anos, Dr. Bruno Pietro Luongo é professor de semiologia e clínica médica de pequenos animais na universidade Anhembi Morumbi (UAM), em São Paulo-SP, e responsável pelo serviço de dermatologia do Hovet UAM. “Os pets têm ganhado cada vez mais espaço no cenário nacional, sendo as doenças dermatológicas as mais presentes na clínica, então, sempre há espaço para a especialidade”, aponta o profissional, que atribui esse fator da alta demanda de atendimentos dermatológicos, como um motivador aos jovens veterinários para que procurem por extensões e especializações na área.

Foto: Divulgação
Encontrar profissionais que possam te guiar na carreira, alguém que te ensine, mas também te oriente profissionalmente, que compartilhe suas experiências, faz toda a diferença diz Dra. Ana Cláudia Balda


Dra. Ana Cláudia Balda é mestre e doutora pela FMVZ/USP, diretora e coordenadora da pós-graduação da escola de Medicina Veterinária da FMU, sócia-proprietária da Dermefor Pets (clínica dermatológica em São Paulo-SP) e completa 28 anos de profissão em 2023. “A dermatologia varia entre 50 a 70% dos casos de clínica geral, por isso, é uma especialidade de extrema importância, pela casuística. Sendo assim, o clínico geral precisa conhecê-la, pois vai atender diversas doenças mais comuns que conseguirá tratar. O especialista fica com o encaminhamento de doenças mais raras ou aquelas crônicas que, muitas vezes, demandam mais tempo de consulta e dedicação ao caso”, revela Ana Cláudia.
Cibele Rossi Nahas Mazzeié mestre pela USP, sócia-fundadora da SBDV e responsável pela criação do Dermatopet, um portal de Dermatologia Veterinária. Atua em São Paulo e completa 34 anos de profissão este ano. “O mercado de dermatologia veterinária tem muita procura, é muito bom, mas temos, infelizmente, muitas pessoas que não têm o preparo devido e se dizem dermatologistas por terem feito apenas um curso de especialização teórico, muitas vezes on-line”, alerta Cibele, que ainda diz: “a dermatologia atrai muito os veterinários também por ser uma área que não lida com emergências. Muitos não gostam de trabalhar em áreas que exigem plantões, internação, que geram muito estresse com óbitos e situações emergenciais”. A veterinária também critica o fato de o Brasil não investir em pesquisa na área. “Não nos destacamos na área de pesquisa, mas, do ponto de vista de conhecimento técnico e prático temos um destaque sim. Sempre que participamos de Congressos internacionais percebemos que não estamos aquém dos países de primeiro mundo e o que se faz aqui é o que se faz em outros locais. Temos bons profissionais bem formados e capacitados que praticam a dermatologia de forma bem semelhante a outros países mais desenvolvidos”, revela.
Dr. Ronaldo Lucas tem 32 anos de profissão, já atuou como médico-veterinário do Serviço de Dermatologia do Departamento de Clínica Médica e do Hospital Veterinário (FMVZ/USP), é Mestre e Doutor em Clínica Veterinária (FMVZ/USP) e docente convidado de cinco edições do Curso de Especialização em Dermatologia Veterinária (USP/SBDV). É sócio fundador da Sociedade Brasileira de Dermatologia Veterinária, onde já assumiu os cargos de Vice-Presidente e Presidente, coordenador do Curso de Especialização em Dermatologia Veterinária da Equalis Sudeste/Sul e Nordeste e sócio proprietário e Coordenador técnico da Dermato clínica de São Paulo-SP, além de autor do livro tratado de Medicina Externa (LARSSON E LUCAS 2020) e especialista em Dermatologia Veterinária pela SBDV/CFMV. “O mercado de Dermatologia Veterinária explodiu! Muitos eventos, cursos e produtos destinados ao tratamento de diferentes enfermidades. Infelizmente, explodiu sem um controle adequado, principalmente quando falamos de titulação e quem poderia se denominar dermatologista. Existe uma normativa que não é respeitada, bem diferente do que acontece no mundo da medicina. As pessoas se autoproclamam especialistas sem terem feito o caminho correto. E isso preocupa porque o cliente final não tem como separar o joio do trigo”, aponta o veterinário. Ainda segundo ele, nosso mercado de dermatologia veterinária no Brasil está muito bem quando nos comparamos aos outros países, mesmo os mais avançados. “Caminhamos muito nos últimos anos e, atualmente, praticamos a mais atualizada dermatologia veterinária”, opina. Sobre a grande procura de estudantes pela área, Dr. Ronaldo Lucas acredita que essa tendência se deve a dois fatores principais: “a grande casuística cotidiana em dermatologia e o avanço do mercado de produtos destinados às enfermidades crônicas”.

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Realizar minhas pós-graduações sem dúvida foi um grande diferencial para a minha carreira diz Dr. Bruno Pietro Luongo


Marconi Rodrigues de Farias é Professor Doutor Adjunto III de Dermatologia e Alergologia Veterinária do Curso de Medicina Veterinária da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), Professor permanente do Curso de Pós-graduação em Ciência Animal da PUCPR e Coordenador do Curso de Especialização em Dermatologia e Alergologia da Anclivepa-SP. “A dermatologia veterinária foi a especialidade que mais se desenvolveu nos últimos anos, permitindo a expansão dos serviços de infectologia dermatológica, alergologia e imunologia clínica, otologia veterinária, oncologia dermatológica, cirurgia plástica reconstrutiva, dermatologia veterinária estética e do setor diagnóstico dermatológico laboratorial, histopatológico e molecular. Todo este processo permitiu também o desenvolvimento da indústria veterinária alimentícia, diagnóstica, de medicamentos dermatológicos para uso tópico e sistêmico e cosmeticologia veterinária”, aponta Marconi, que completa 30 anos de carreira este ano. “O Brasil é um dos países que mais se destaca na dermatologia veterinária. Estudos acadêmicos foram amplamente desenvolvidos nas Faculdades de Medicina Veterinária desde as décadas de 1970 e 1980, de forma pioneira na UNESP de Botucatu, na UFMG, na USP, na UFRRJ, na UEL e na UFV, o que subsidiou a criação da Sociedade Brasileira de Dermatologia Veterinária e a regulamentação da especialidade. Em adição houve um contínuo estímulo à educação continuada, e a motivação de estudantes para o desenvolvimento de estudos avançados no Brasil, nos EUA e na Europa, o que permitiu que a comunidade brasileira de dermatólogos contribuísse de forma propositiva e crítica com a literatura médico-veterinária, com publicações em revistas de bom impacto científico, além da participação ativa em congressos de interesse continental e mundial. Por sermos o segundo mercado pet do mundo e com inúmeros desafios dermatológicos no cotidiano clínico e de epizootias dermatozoonóticas, o Brasil se destacou na evolução da medicina veterinária tropical; com estudos de políticas para controle de agravos de saúde pública; no desenvolvimento de métodos diagnósticos de menor custo e que permitam diagnósticos precoces ambulatoriais; na pesquisa de protocolos médicos que permitam inclusão social e o acesso ao tratamento da parcela mais simples da população”, completa o veterinário. O Prof. Dr. Maconi atribui o grande interesse de veterinários na especialidade a diversos fatores: “o grande portifólio da indústria farmacêutica e de nutrição que possibilita o exercício profissional de qualidade; o fato de ser uma especialidade clínica que permite o estudo do caso e a intervenção médica programada; a conciliação do exercício profissional com a vida pessoal; a integração entre grupos de dermatologistas nacionais e internacionais, que subsidiam uma ampla rede de apoio; a existência de programas de educação continuada, de simpósios, congressos nacionais e internacionais que permitem o aprimoramento profissional; por ser uma especialidade que permite ao clínico seu exercício exclusivo, com a construção de uma remuneração adequada ao seu trabalho, a criação de capital de giro, capital de investimento estrutural, além de fundos reservas, que permitem o crescimento pessoal e de modelos de negócios, entre outros”.

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É preciso saber que está tratando um animal que tem uma pele, não só uma pele. Ter um olhar inclusivo, generalista também diz Dra. Cibele Nahas Mazzei

CARREIRA

Para ter uma carreira de sucesso, é preciso, como todo veterinário, estudar muito. “Realizar minhas pós-graduações sem dúvida foi um grande diferencial para a minha carreira”, opina Bruno.
“Acho que encontrar profissionais que possam te guiar na carreira, alguém que te ensine, mas também te oriente profissionalmente, que compartilhe suas experiências, faz toda a diferença. Na época não chamávamos assim, mas acho que tive dois ‘mentores’ que foram a veterinária Mary Otsuka, que hoje é minha sócia, e o Prof. Carlos Eduardo Larsson, que também me guiou nos caminhos da educação, que é minha grande paixão”, revela Dra. Ana Cláudia. “A dermatologia é uma área maravilhosa, mas como todas as outras precisa de esforço, estudo e dedicação. Por isso, cursos, estágios e atualização constante são importantes não só no início da carreira”, acrescenta a veterinária, que ainda diz: “para obter o título de especialista outorgado pela ABDV e pelo CFMV, o profissional deve comprovar experiência no atendimento, são avaliados o número de casos colecionados durante os anos mais recentes de atividade profissional, juntamente com capacitação (cursos, congressos nacionais e internacionais), além de outras atividades que têm relação com experiência na área (residência, orientações de estagiários, pós-graduação na área) e realizar uma prova voltada para a especialidade. Por enquanto temos 18 especialistas (dermatologistas) no Brasil”.
Dra. Cibele destaca que tudo o que aprendeu deve ao professor Carlos Eduardo Larsson, que abriu as portas da dermatologia para ela. “Ele foi meu professor, orientador de mestrado, que me deu a oportunidade de trabalhar no serviço de dermatologia no hospital da USP, onde fiquei por 2 anos e foi uma imersão na dermatologia veterinária e adquiri bastante experiência e gosto pela área. Depois, iniciei meu mestrado na USP. Foram 7ou 8 anos de dedicação exclusiva à área para dar base a toda a minha formação na dermatologia veterinária. Tive a oportunidade de lecionar na Anhembi Morumbi por 6 anos e na Uni ABC, um momento de crescimento pessoal e profissional porque como professora, precisei estudar muito para ensinar. Ter sido professora fez muita diferença na minha carreira”, relata.

Foto: Arquivo Pessoal
Caminhamos muito nos últimos anos e, atualmente, praticamos a mais atualizada dermatologia veterinária diz Dr. Ronaldo Lucas


Para o Dr. Ronaldo Lucas, o que fez grande diferença em sua carreira foi fazer o Mestrado e o Doutorado. “No caso do Doutorado fiquei um tempo frequentando, pela Universidade, o serviço de Dermatologia em Humanos, e isso me fez perceber que tínhamos muito caminho pela frente para melhorarmos tecnicamente e em conhecimento. Desta forma fiquei muito estimulado a estudar e buscar cada vez mais informações. Observei o quanto os médicos estudam e frequentam congressos nacionais e internacionais. Assim decidi que iria a todos os congressos mundiais, e faço isso desde o ano 2000”, compartilha.
Segundo o Prof. Dr. Marconi, sua carreira teve como alicerce o estudo avançado em dermatologia veterinária associado à vivência clínica, pois investiu no seu aprimoramento técnico-científico com a residência em clínica médica de pequenos animais e mestrado em infectologia dermatológica, ambos na FMVZ- UNESP de Botucatu- SP; doutorado em Alergologia e Imunologia Clínica, desenvolvendo estudos de medicina comparada junto à Faculdade de Medicina da UFPR e atividades pós-doutorais em estudos genéticos aplicados à dermatologia veterinária, na Universidade Autónoma de Barcelona (UAB). “Meus orientadores e minha rede de intercâmbio profissional sempre me motivaram ao exercício profissional acadêmico e, hoje, procuro atuar no ensino de alunos de graduação e na educação continuadas trictuelato sensu das novas gerações, estimulando à formação técnica de qualidade, o exercício profissional responsável, a construção de uma postura pró-ativa e uma visão empreendedora, subsidiada por competência emocional, social, e uma visão empática e solidária diante dos desafios profissionais diários”, revela.

DESAFIOS

São muitos os desafios dos veterinários que atuam nesta área. “Os maiores ainda estão relacionados como diagnóstico de enfermidades autoimunes como pênfigo e lúpus. Nas reações a fármacos, como eritema multiforme, necrólise epidérmica tóxica, entre outras, e nas neoplasias cutâneas como mastocitoma e linfoma cutâneo. Incrivelmente, o diagnóstico rápido de enfermidades mais simples como dermatofitose e escabiose também são desafiadoras”, lista Bruno.
Para os próximos anos, Dr. Ronaldo Lucas acredita que o desafio de quem atua nesta especialidade da Medicina Veterinária seja a organização da especialidade, fato que deve ficar à cargo dos órgãos nacionais como SBDV, CRMV e CFMV. “Estes órgãos devem organizar as normas e definitivamente regularizar a especialidade. Órgãos internacionais como a Sociedade latino-americana, não estão regulamentadas a oficializar nada no Brasil, assim, esta Sociedade deveria procurar os órgãos nacionais para cadastramento e operação nacional. Por hora ter um título fora do Brasil é muito interessante, mas não tem validade oficial, tem apenas validade de marketing pessoal”, explica.
Já Ana Cláudia comenta que, hoje em dia, a maior parte dos pacientes está no grupo das dermatites alérgicas, mas, felizmente, existem inúmeras ferramentas para melhorar a qualidade de vida deles. “O tratamento, principalmente para controle do prurido, é muito individual e deve ser avaliado com tempo e atenção. Muitas vezes acabam sendo encaminhados para o especialista, que pode fazer uma consulta mais demorada e detalhada”, completa.
Cibele aponta como desafio, o mesmo que todo veterinário que atua em uma especialidade: “não ser tão especialista a ponto de negligenciar o animal como um todo. É preciso saber que está tratando um animal que tem uma pele, não só uma pele. Ter um olhar inclusivo, generalista também, e não apenas se preocupar a tratar a pele, que é um órgão que reage e acaba sendo impactado por várias outras doenças, então precisa ter um embasamento sólido da clínica médica”.

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É necessário o exercício profissional responsável, com uma postura pró-ativa, empreendedora, subsidiada por competência técnica, emocional e social diz Prof. Dr. Marconi Rodrigues de Farias


Já Marconi lista os seguintes desafios da profissão: “fomento público e privado à pesquisa para o desenvolvimento de uma visão crítica dos desafios nacionais relacionados à dermatologia veterinária, e sua integração com a América Latina; formação de profissionais com competência técnica, inteligência emocional e habilidades sociais, que são essenciais para o exercício de sucesso da especialidade; estímulo ao aumento da discussão curricular de doenças dermatológicas, alérgicas e otológicas nos cursos de graduação em medicina veterinária, realizada por professores com formação específica na área; estímulo a educação como forma pilar para o desenvolvimento profissional; criação de políticas que permitam o controle de agravos de saúde pública de caráter dermatozoonótico; o estímulo a regulamentação profissional para o exercício da especialidade; o estímulo e regulamentação da sub-especialização na dermatologia veterinária, o que possibilitará a diversificação e aumento da qualidade dos serviços relacionados à especialidade; estímulo à medicina de inclusão, o que aumentará a parcelada população com acesso ao serviço médico-veterinário e a especialidade; desenvolvimento de estudos críticos de medicina integrativa que possam permitir mitigar efeitos colaterais e os custos de protocolos medicamentosos, além de aumentar o acesso da população ao tratamento; e o aumento do reconhecimento social do médico-veterinário como profissional de saúde, o que subsidiará o desenvolvimento da profissão em suas múltiplas especialidades, sua remuneração adequada e satisfação do profissional no exercício de suas atividades”.

Por Samia Malas