Campanha nacional visa imunizar 28 milhões de cães e gatos e reforça avanços no direito animal com especialistas destacando a relevância da prevenção

Por assessoria de imprensa
O Dia Mundial da Luta contra a Raiva, celebrado em 28 de setembro, chama atenção para a importância da prevenção da doença, que ainda representa risco para a saúde pública. Segundo o Ministério da Saúde, entre 2010 e 2025, foram registrados 50 casos de raiva humana no Brasil, com diferentes fontes de transmissão, como cães, gatos, morcegos e primatas não humanos. Em agosto de 2023, o CRMV-SP confirmou um caso em um cão no bairro do Butantã, em São Paulo, associado a uma variante de morcego (AgV3). Já em 2025, foram confirmados dois casos de raiva humana transmitida por saguis no Nordeste, o que reforça que, mesmo em áreas urbanas, o vírus segue em circulação e requer vigilância contínua.
A raiva é uma das zoonoses mais graves e antigas do mundo, que ainda hoje exige atenção constante. Doença infecciosa, a raiva é causada por um vírus da família Rhabdoviridae e apresenta letalidade a 100%. A transmissão ocorre do animal infectado para o ser humano, principalmente por mordedura. Embora não tenha cura, a doença pode ser prevenida por meio da vacinação. A médica-veterinária Kathia Soares, da MSD Saúde Animal, alerta para a necessidade de manter a vacinação dos pets sempre atualizada. “A vacinação anual é indispensável. Ela oferece uma proteção eficaz aos animais e, ao mesmo tempo, contribui para o controle da circulação da doença entre espécies, reduzindo o risco de transmissão aos humanos”, afirma.
O Ministério da Saúde está empenhado em imunizar 28 milhões de cães e gatos em todo o país, garantindo a proteção da população e dos animais de estimação. Segundo o advogado Leandro Petraglia, especialista em Direito Animal, “a vacinação não é apenas uma obrigação legal, mas também um direito fundamental de saúde e bem-estar dos animais. Proteger nossos pets significa prevenir doenças que podem afetar toda a sociedade”.
Leandro também destaca que o avanço da legislação em defesa dos animais reforça a importância de ações preventivas. “O direito animal evoluiu muito nos últimos anos, e iniciativas como a vacinação em larga escala demonstram como a proteção dos animais está diretamente ligada à proteção da saúde pública. O combate à raiva é um exemplo claro de políticas públicas que beneficiam tanto humanos quanto animais”, explica.
A campanha nacional de vacinação é uma ação estratégica que garante imunização ampla e reforça a responsabilidade do Poder Público, de tutores e da sociedade civil na proteção dos animais. “Além da vacinação, é fundamental que haja conscientização sobre o cuidado com os pets, respeito às leis e fiscalização das medidas de saúde pública, garantindo que todos os animais estejam protegidos e livres de risco”, completa Leandro Petraglia.
Desde 1973, o Programa Nacional de Profilaxia da Raiva (PNPR) tornou obrigatória a vacinação antirrábica de cães e gatos em todo o território nacional. De acordo com o Ministério da Saúde, essa medida foi fundamental para reduzir de forma expressiva os casos da doença em animais domésticos e para manter o controle no país. Ainda assim, a raiva continua sendo uma ameaça relevante à saúde pública.
Manifestações clínicas da doença
O período de incubação, ou seja, tempo entre o contato com o vírus até o aparecimento dos primeiros sinais da doença é variável entre as espécies, desde dias até anos. Nos animais, a raiva provoca distúrbios neurológicos, incluindo alterações comportamentais e paralisia progressiva. Entre as mudanças de comportamento, podem ocorrer apatia, agressividade e, em alguns casos, isolamento. Já os sinais de paralisia geralmente começam com um andar cambaleante, dificuldade para engolir e evoluem para coma e morte.
Em cães e gatos infectados, a eliminação do vírus pela saliva pode ocorrer de dois a cinco dias antes do surgimento dos sinais clínicos, e a morte costuma acontecer entre cinco e sete dias após o início das manifestações. Já nos seres humanos, inicialmente surgem alterações inespecíficas, como pequeno aumento de temperatura, dor de cabeça, náuseas e inquietude. À medida que a doença avança, surgem manifestações mais graves, com evolução para paralisia e morte.
Doações e iniciativas sociais
Com foco no bem-estar animal e na saúde pública, a MSD Saúde Animal mantém iniciativas que unem prevenção e impacto social. Desde 2020, o projeto Bravecto do Bem já possibilitou doações, apoio a ONGs e incentivo à adoção responsável. Apenas entre 2024 e 2025, foram distribuídas mais de 112 mil doses da Nobivac® Raiva para instituições como AMPARA Animal, Instituto Caramelo, Cão sem Dono, Instituto Reddogs e Escola de Cães Guias Helen Keller.
Além disso, a MSD Saúde Animal apoia o Programa Afya Serengeti, uma iniciativa global sem fins lucrativos que, há mais de 25 anos, já doou mais de 7 milhões de vacinas contra a raiva canina e felina em regiões em desenvolvimento, além de ter promovido a conscientização de mais de 12 milhões de pessoas, protegendo tanto os animais quanto as comunidades. “Com o Afya e com nossos parceiros, trabalhamos para eliminar a raiva transmitida por cães e gatos. Por meio da vacinação, conseguimos proteger milhares de animais e pessoas, mostrando como esse esforço conjunto salva vidas e transforma realidades”, afirma Diane Braggio, gerente de marketing da MSD Saúde Animal.



