O que precisamos saber sobre o linfoma alimentar felino?


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Por Dra. Rochana Rodrigues Fett e Marina Condotta

o que precisamos saber sobre o linfoma alimentar felino?

Os linfomas, tumores intestinais felinos, e carcinomas, são os mais vistos na rotina clínica da medicina veterinária, tendo porcentagem de até 55% dos casos (MORRICE et al, 2019). Conhecidos por linfossarcomas, são neoplasias malignas hematopoiéticas originárias de órgãos linfóides, que podem desenvolver-se em qualquer tipo de órgão, recebendo uma nomenclatura relacionada com a sua localização: cutâneo, gastrointestinal, extranodal, mediastinal e outros SILVA; SILVA, 2019).

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Vale dizer que essa patologia é responsável por mais de 30% de óbitos em felinos domésticos (TOMÉ, 2010). Embora não tenha uma confirmação, a incidência é maior em felinos machos mais velhos (ORTIZ et al, 2019). Já o linfoma alimentar é uma neoplasia gastrointestinal frequentemente diagnosticada na clínica de felinos domésticos. Os linfomas gastrointestinais podem ser classificados de acordo com sua morfologia (células pequenas e grandes), distribuição dentro da mucosa (epiteliotropismo), imunofenótipo (células B, T ou natural killer), localização anatômica, aparência histológica e comportamento biológico (baixo e alto graus) (MARSILIO, 2021).

O linfoma de células T associado à enteropatia tipo I, antigamente chamado de linfoma alimentar de “grau intermediário/alto”, é formado por células T imaturas e pouco diferenciadas, com altas taxas de mitoses, com casos de infiltrados transmurais. São tumores agressivos, de rápida progressão, que podem se espalhar além do trato alimentar e resultar em quadros clínicos agudos e, muitas vezes, graves (RICHTER, 2003; MOORE; RODRIGUEZ-BERTOS; KASS, 2012; KRICK; SONREMO, 2016; MARSILIO, 2021).

Já o linfoma de células granulares (LCG) é uma forma um pouco distinta desse tipo de linfoma, pois suas células possuem grânulos intraplasmáticos azurófilos, tendo seu imunofenótipo caracterizado pela presença de células T e ocasionalmente células natural killer (NK) (FINOTELLO et al., 2017).

Por sua vez, o linfoma de células T associado à enteropatia tipo II (LTAE-II), antes chamado de linfoma alimentar de “baixo grau” ou de “pequenas células”, é constituído por linfócitos T pequenos, maduros e bem-diferenciados, com baixas taxas de mitoses, que se originam na mucosa do intestino, mas não costumam invadir a submucosa. Tipicamente, fica contido no trato alimentar e tende a progredir lentamente. Esse tipo de linfoma alimentar, é o mais prevalentemente diagnosticado em felinos (MOORE; RODRIGUEZ-BERTOS; KASS, 2012; KRICK; SONREMO, 2016).

O linfoma difuso de grandes células B (LDGB), conhecido anteriormente por linfoma alimentar de “grandes células”, é composto por linfócitos B grandes, com altas taxas mitóticas e infiltrados transmurais. Tem rápida progressão e pode se espalhar além do trato alimentar (MOORE; RODRIGUEZ-BERTOS; KASS, 2012).

Sobre os fatores de risco para o desenvolvimento do linfoma alimentar, vale ressaltar que o FeLV possui o potencial de transformar o linfoblasto infectado em uma célula neoplásica. Gatos que já tenham sido expostos ao vírus, podem desenvolver linfoma alimentar, ainda que não sejam virêmicos  (HARDY, 1981; COSTA; SOUZA; DAMICO, 2017).

O Vírus da imunodeficiência felina (FIV) também já foi sugerido no desenvolvimento do linfoma alimentar, tanto indireto, devido à imunossupressão que esse vírus causa, como direto, pela maior proliferação de linfócitos logo após a infecção, o que aumentaria o risco de aparecimento e desenvolvimento de uma célula neoplásica (CALLANAN et al., 1996; ENDO et al., 1997; MAGDEN; QUACKENBUSH; VANDEWOUDE, 2011).

A inflamação intestinal crônica é outra frequentemente proposta como um fator de risco para o desenvolvimento de linfoma alimentar, visto que alguns estudos descrevem a doença inflamatória intestinal (DII) prévia ou concomitante ao linfoma (MOORE et al., 2005; BRISCOE et al., 2011).

Os médicos precisam saber que gatos com linfoma alimentar, geralmente apresentam hiporexia ou anorexia e perda de peso crônica. Aliás, esses podem ser os únicos sintomas relatados pelo responsável. Outros sinais clínicos incluem vômitos, diarreia, letargia, poliúria, polidipsia e polifagia  (MAHONY et al., 1995; KISELOW et al., 2008)..

Embora os sinais clínicos sejam semelhantes entre gatos com LTAE-II e LTAE-I/LDGB, a cronicidade e a gravidade costumam ser diferentes. Veja bem, gatos com LTAE-I/LDGB tendem a ter um início mais grave e mais rápido dos sinais clínicos, enquanto gatos com LTAE-II costumam ter sinais clínicos menos graves, com uma história indolente (KRICK; SONREMO, 2016).

Outro ponto a ser observado é que gatos com LTAE-I/LDGB tendem a formar massa abdominal palpável e envolvimento estomacal, já gatos com LTAE-II normalmente apresentam espessamento de alças intestinais e envolvimento de intestino delgado (BARRS; BEATTY, 2012a).

Vamos ao diagnóstico? A abordagem diagnóstica primária do linfoma alimentar felino visa descartar outras afecções que possam acometer o trato gastrointestinal. Para isso, devem ser realizados alguns exames, como hemograma, bioquímicos renais e hepáticos, sorologia para FIV e FeLV, T4 total, lipase pancreática felina, exame parasitológico de fezes, PCR para Giárdia spp. Além disso, podem ser feitas triagens terapêuticas, com antiparasitários e antimicrobianos, e alimentares, com dietas de eliminação (BARRS; BEATTY, 2012a; BARRIGA, 2013; JUNIOR; PIMENTA; DANIEL, 2015).

Quanto ao hemograma, pode apresentar anemia, linfoblastos e neutrofilia (KISELOW et al., 2008; KRICK et al., 2008; SCHMIDT, 2018). A albumina pode estar diminuída (KRICK et al., 2008; LINGARD et al, 2009) e os bioquímicos hepáticos aumentados (KRICK et al., 2008; LINGARD et al., 2009).  A cobalamina pode estar diminuída (BRISCOE et al., 2011) e o folato pode estar diminuído, normal ou aumentado (BARRS; BEATTY, 2012a).

A ultrassonografia abdominal permite a avaliação do trato gastrointestinal como espessamento de paredes, estratificação de camadas, motilidade, linfonodos mesentéricos e conteúdo luminal. As alterações mais comumente encontradas em gatos com LTAE-I/LDGB são espessamento da parede intestinal, perda da estratificação de camadas, ecogenicidade diminuída, hipomotilidade localizada e linfoadenomegalia. Também é comum encontrar evidência ultrassonográfica de envolvimento extra intestinal (PENNICK et al., 1994; MAHONY et al., 1995).

No LTAE-II, as paredes podem apresentar espessura dentro da normalidade ou aumentadas, com preservação da estratificação de camadas e os linfonodos mesentéricos podem estar aumentados (LINGARD et al., 2009; STEIN et al., 2010). A espessura normal da parede intestinal e a ausência de alterações nos linfonodos mesentéricos não excluem a possibilidade de LTAE-II (BARRS; BEATTY, 2012a). Vale dizer que a realização apenas do exame ultrassonográfico abdominal, não é o suficiente para diferenciar essas doenças (EVANS et al., 2006; DANIAUX et al., 2014).

A radiografia de abdômen pode evidenciar a presença de massa abdominal, espessamento da parede estomacal, perda do detalhe das serosas e obstrução gastrointestinal (MAHONY et al., 1995; FONDACARO et al., 1999). Já as radiografias torácicas podem ser realizadas à procura de envolvimento pulmonar, apesar de não serem comuns (MAHONY et al., 1995). Como muitos felinos não apresentam alterações radiográficas, prefira a ultrassonografia abdominal (MOORE et al., 1996).

A capacidade citológica de detectar neoplasias intestinais depende da extensão da infiltração e da presença de ulcerações. A característica esfoliativa do linfoma facilita seu diagnóstico citológico (FRANKS et al., 1986). Além disso, a CAAF de massas intestinais ou linfonodos mesentéricos aumentados geralmente ajuda a diagnosticar linfomas de células grandes (como o LTAE-I e LDGB), mas pode não contribuir para o diagnóstico de linfoma de células pequenas (como LTAE-II).

O tratamento de escolha para o linfoma alimentar felino é a quimioterapia, que se baseia primeiramente na indução da remissão neoplásica e, posteriormente, na manutenção do paciente livre da neoplasia. O protocolo quimioterápico a ser escolhido irá variar de acordo com o tipo de linfoma diagnosticado (WILSON, 2008).

O tratamento prévio com corticosteróides antes do início do protocolo quimioterápico deve ser realizado com cautela. Existem especulações de que o uso prévio e prolongado de corticosteróides podem induzir resistência a múltiplas drogas quimioterápicas, afetando negativamente a resposta ao tratamento (BERGMAN, 2003; HLAVATY et al., 2021).

É incomum que o linfoma alimentar se restrinja ao trato intestinal sem o envolvimento de linfonodos ou outros órgãos e, por essa razão, a ressecção cirúrgica apenas não constitui o tratamento de escolha (RICHTER, 2003). A ressecção de massa intestinal será indicada nos casos em que resulta em obstrução ou em risco de perfuração e, a combinação com a terapêutica quimioterápica, pode resultar em melhor prognóstico (KRICK et al., 2008; SMITH et al., 2011).

Em um paciente oncológico um dos primeiros passos antes do início ao tratamento é uma reformulação em sua dieta. Um felino quando submetido a tratamentos quimioterápicos acaba tendo perda de massa muscular esquelética, sendo essencial a elevação do teor proteico, aumentando o fornecimento de aminoácidos ao paciente, com o objetivo que ele suporte o acelerado catabolismo proteico e mantenha um percentual em musculatura, evitando que chegue a uma situação crítica, como caquexia (NELSON. R.W., COUTO. C.G, 2015).

Os principais fármacos quimioterápicos usados no tratamento de linfoma são: ciclofosfamida, clorambucil, prednisolona, vincristina, doxorrubicina, L-asparaginase, lomustina e metotrexato (BILLER, et al., 2016). Em geral, os gatos são bastante resistentes aos efeitos colaterais mais graves dos quimioterápicos e os tutores aceitam bem o tratamento, pois notam uma significativa melhora na qualidade de vida dos seus animais após o início da quimioterapia (TZANNES, 2008).

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Dra. Rochana Rodrigues Fett

Médica-veterinária graduada na UFRGS, Mestre e Doutora em ciências veterinárias. Especializada em Medicina Felina. Membro da diretoria da Academia Brasileira de Clínicos de Felinos - Abfel, da International Cat Care - ISFM e da American Association of Feline Practitioners - AAFP Professora e coordenadora da pós-graduação em medicina de felinos do IBM VET. Sócia e idealizadora da Chatterie Centro de Saúde do Gato.

Marina Condotta

Médica-veterinária graduada pela Universidade do Rio Grande do Sul (UFGRS) em 2022. Membro da academia brasileira de clínicos de felinos (ABFel). Atualmente, é médica-veterinária Clínica na Chatterie Centro de Saúde do Gato.

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