Bem-estar animal NA CLÍNICA E no pet shop


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Uma dica é aproveitar os feromônios sintéticos para diminuir o estresse dos cães e dos gatos e ainda provocar sensações de relaxamento neles

O cuidado com o bem-estar dos animais está cada vez mais sendo levado a sério. Percebemos uma explosão de artigos científicos nos últimos anos que demonstram que os animais possuem emoções, criam vínculos, desenvolvem traumas e podem sofrer de forma semelhante a nossa.

Além do avanço das pesquisas na área de bem-estar animal, as pessoas estão cada vez mais preocupadas com a maneira com que lidamos com os bichos. Diversas leis estão sendo criadas e implementadas com essa finalidade.

Donos de pet shops, tosadores e médicos veterinários também precisam estar atentos, pois é fundamental deixar cada vez mais claro que cuidam bem e respeitam os animais em seu estabelecimento. Saber dar um bom banho e fazer uma boa tosa já não é suficiente, por exemplo. Atualmente os banhistas e tosadores ficam em uma vitrine e qualquer pessoa pode acompanhar os cuidados com os animais.

Os pets no pet shop

A experiência como um todo no pet shop deve ser prazerosa não só para o tutor, mas também para os animais. É fácil perceber quando o cão ou gato tem medo de entrar na loja. As experiências que eles terão tanto na consulta veterinária quanto no banho e tosa influenciarão a relação deles com o estabelecimento.

Por respeito aos animais e para criar diferenciais que importam para o negócio é fundamental que você, dono do pet shop, e seus funcionários entendam um pouco mais sobre comportamento animal e percepção de seus tutores.

É importante notar que, na maioria das vezes, não basta fazer o que é correto. É preciso parecer correto também para os proprietários. Demonstração de respeito e carinho, por exemplo, são atos facilmente percebidos pelos donos dos animais e podem deixá-los muito mais confiantes de que seu bichinho será bem tratado.

Sabemos que é preciso explicar para o proprietário que determinado procedimento é melhor para o animal e que uma das prioridades é garantir o bem-estar dele, evitando estressá-lo demais, por exemplo. Bom, mas e na prática, o que podemos fazer? Quando olhamos e tratamos os animais com carinho, nossa fisionomia muda e isso pode ser percebido pelos clientes. Cada bicho é especial e merece esse olhar. Quanto mais verdadeira for essa atitude, melhor.

Aprimorando a relação

•Sempre que possível, procure estabelecer uma relação com seu cliente de quatro patas.

•Às vezes um petisco pode ser mais bem recebido do que um carinho. Por isso, deixe alguns em locais estratégicos para oferecê-los aos cães ou gatos. Mas não esqueça de pedir autorização para o tutor, já que o animal pode ter alguma restrição alimentar.

•Experimente também oferecer um brinquedo, já que brincar é sempre uma maneira de entreter e relaxar.

•Os odores presentes no pet shop, clínica veterinária e salão de estética também podem ajudar ou prejudicar o bem-estar dos animais. Limpar a mesa com álcool um pouco antes de colocar um cão ou gato em cima, por exemplo, pode colaborar para que o animal comece a desenvolver uma aversão ao local.

•Uma dica é aproveitar os feromônios sintéticos para diminuir o estresse dos cães e dos gatos e ainda provocar sensações de relaxamento neles. Há diversos estudos científicos que demonstram a sua eficácia. Como esses feromônios não podem ser percebidos pelos humanos, também convém explicar e divulgar que o pet Shop teve esse cuidado.

Evite sustos ou situações desagradáveis

Cães e gatos podem se assustar com pessoas berrando, movimentos bruscos, barulhos muito altos e com piso muito escorregadio. Já são bastante usadas, nos EUA e na Inglaterra, mesas de uso veterinário que não são escorregadias ou que são cobertas por uma camada de borracha esterilizável. Um outro exemplo, são as portas e portinholas com borracha ou espuma que não fazem barulho quando batem.

Movimentos bruscos também ocorrem com frequência quando o pet tenta atacar o médico veterinário ou tosador. Mesmo sendo o cão o causador dessa situação, ele também se assusta. Para piorar, cada vez que recuamos nesse momento reforçamos o comportamento agressivo do animal. Solução? Se antecipar e usar os equipamentos de segurança, como guia presa em um ponto fixo e focinheira.

Esses cuidados também devem ser sinalizados para o proprietário, pois, dessa forma, ele irá valorizar essas atitudes em vez de recriminá-las. Há técnicas e procedimentos para colocar a focinheira em um cão agressivo sem estressá-lo e sem correr perigo. Por isso, mantenha-se informado.

Citei apenas alguns exemplos, mas podemos fazer muito mais. Com este artigo espero inspirar mais profissionais da área pet a melhorar a experiência dos animais que frequentam seus estabelecimentos.

Crédito: Regina Motta

 

Alexandre Rossi

Zoorecnista e especialista em comportamento animal

Cão Cidadão – www.caocidadao.com.br