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Por Samia Malas

MIC: AUXílio no tratamento de bactérias multirresistentes

Exame é realizado desde 2019 pelo VETEX, inclusive, em amostras de diversas regiões do país

Através do MIC é possível testar os antibióticos em diferentes concentrações - Fotos: Arquivo VETEX
Através do MIC é possível testar os antibióticos em diferentes concentrações – Fotos: Arquivo VETEX

As superbactérias ou bactérias multirresistentes – bactérias que adquirem resistência a diversos antibióticos devido ao uso incorreto desses medicamentos – são uma realidade na Medicina Veterinária. Desse modo, o uso da cultura e do antibiograma ajudam o clínico a identificar o microorganismo e quais antibióticos que são resistentes ou sensíveis. A boa notícia é que agora na Medicina Veterinária é possível realizar o antibiograma automatizado por concentração inibitória mínima (MIC). “Esse exame consiste em testar os antibióticos em diferentes concentrações (das mais baixas até as mais altas) para a bactéria que foi isolada, verificando, assim, qual foi a concentração mínima de antibiótico necessária para inibir o crescimento bacteriano. De acordo com esse resultado, utilizamos a padronização do CLSI para indicar se o antibiótico será sensível, intermediário ou resistente”, aponta o médico-veterinário Douglas Sommer, diretor comercial do Laboratório Veterinário VETEX, que realiza o exame desde 2019 em suas unidades (Florianópolis, Curitiba, Blumenau, Camboriú, São Paulo e Porto Alegre) e em amostras vindas de qualquer localidade do país. “Aos interessados em fazer parceria conosco, independente da cidade, basta entrar em contato que iremos oferecer as melhores opções para realização dos exames dos seus pacientes”, acrescenta Douglas.

Segundo explica Douglas, a principal diferença do MIC em relação aos demais exames usados em casos de infecção por superbactérias, é que ele é uma avaliação quantitativa, diferente da disco-difusão, que é apenas qualitativo. “O resultado é mais preciso e mais rápido. O MIC também auxilia no tratamento assertivo de bactérias multirresistentes, detectando os principais mecanismos de resistência bacteriana. Uma das poucas limitações é que alguns antibióticos bastante utilizados na medicina veterinária ainda não possuem testagem por MIC, por isso nos laudos do VETEX nós utilizamos as duas técnicas, uma de forma complementar a outra, para que o laudo fique o mais completo possível”, finaliza. Saiba mais: vetex.vet.br