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Foto: IstockPhoto/Ivan-balvan e IstockPhoto/Motortion

Cresce opções de atendimento veterinário virtual durante a pandemia

O setor veterinário tem lançado mão de tecnologias para auxiliar no trabalho durante o isolamento social

Por Samia Malas

A telemedicina na Medicina Veterinária ainda é algo que não foi regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV). O assunto está em discussão, na forma de Projetos de Lei e no âmbito interno do órgão. Contudo, em meio à pandemia da covid-19, o setor veterinário tem lançado mão de tecnologias como Ensino a Distância e até outras ferramentas que têm surgido no mercado para auxiliar esse profissional em tempos de pandemia.

 

Um exemplo é o aplicativo lançado pela startup Picap, que passou a oferecer o serviço de atendimento veterinário 24 horas por meio do celular. O objetivo, segundo os idealizadores do serviço, é ajudar o usuário a manter a saúde do pet em dia seguindo as instruções de isolamento social e, ainda, evitar aglomerações em consultórios e hospitais veterinários.

 

“Nem sempre o atendimento presencial é possível. Isso ficou muito evidenciado na pandemia, mas não se esgota aí. Atendimentos remotos com preços econômicos ajudam a universalizar o acesso à assistência veterinária”, afirma o CEO da Picap, Diogo Travasso.

 

Diogo aponta que, para se cadastrar, o veterinário precisa enviar dados e documentos ao aplicativo, para comprovar sua profissão. O CFMV, no entanto, informa que segundo o Código de Ética do Médico-Veterinário (Resolução CFMV nº 1138/2016), o atendimento clínico deve ser feito de forma presencial. A recomendação atual, devido à pandemia, é que, sempre que possível, o atendimento ocorra de forma restrita, individualizada, reduzindo aglomerações.

Anunciar preço, valores promocionais e formas de pagamento em veículos de comunicação em massa e redes sociais também viola o código de ética. Os profissionais envolvidos podem ser punidos. O Conselho ainda alerta que sites e aplicativos podem estar oferecendo serviços realizados por pessoas não habilitadas, não havendo garantias de que realmente existe um profissional médico-veterinário na outra ponta.

 

“Procure somente estabelecimentos registrados nos CRMVs e que contam com médico-veterinário responsável técnico. Para saber se o serviço é legalizado, procure o CRMV do seu estado e denuncie qualquer irregularidade”, alerta o médico-veterinário Fernando Zacchi, assessor técnico do CFMV.